Critérios

Os critérios sugeridos para todos os parceiros ao redor do mundo são os mesmos utilizados nas edições do prêmio realizadas no Estado de São Paulo (2014 e 2015) para selecionar empresas que tenham boas práticas para trabalhadores com deficiência de acordo com o que se segue:


  • Acessibilidade
  • Cultura organizacional
  • Recrutamento e seleção
  • Gestão
  • Protagonismo

Acessibilidade

Este critério faz referência aos aspectos arquitetônicos e tecnológicos do ambiente profissional, a fim de garantir a inclusão da pessoa com deficiência no tocante ao uso do espaço físico (salas, baias, banheiros, elevadores, entre outros) e sobre a adoção das chamadas tecnologias assistivas – recursos que visam permitir e/ou facilitar a interação dos funcionários com os equipamentos utilizados na execução das tarefas (como softwares leitores de tela, mouses que podem ser controlados por movimentos da cabeça, entre outras adaptações).


Cultura organizacional

O objetivo é identificar de que maneira as informações sobre a inclusão social e profissional da pessoa com deficiência permeiam a empresa e estão inseridas em suas práticas e valores. Como a organização difunde os conceitos ligados ao tema à totalidade de seus colaboradores (incluindo todos os degraus de sua estrutura hierárquica), a maneira como a empresa administra eventuais barreiras comportamentais e atitudinais de seus funcionários e qual estágio a companhia se encontra na realização desse trabalho.


Recrutamento e seleção

Este critério trata de aspectos relacionados às melhores práticas no âmbito do ingresso, permanência e desenvolvimento do profissional com deficiência. São avaliadas informações sobre ações como: o estabelecimento de metas a serem atingidas pelo departamento de recursos humanos, políticas de atração de profissionais com deficiência, procedimentos admissionais e demissionais orientadas, e políticas de alocação dos profissionais dentro dos diversos setores da organização.


Gestão

Aqui o objetivo é identificar os níveis de inclusão na empresa do ponto de vista dos recursos alocados para a inserção das pessoas com deficiência nos diferentes quadros da organização e qual a orientação da política de carreira destinada a esses profissionais. Além disso, são avaliadas as ações pós-inclusão, sobretudo, na gestão da empregabilidade dos profissionais com deficiência que podem ser identificadas por meio da existência de um Programa de Inclusão, do trabalho contínuo junto às lideranças com relação ao tema, da criação de canais de comunicação que visem facilitar os processos inclusivos.


Protagonismo

Neste momento as empresas são avaliadas por seu papel de protagonismo na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, por tudo que ela faz além do que a legislação de inclusão determina no que tange o trabalho de inclusão social e profissional da pessoa com deficiência. Práticas como, por exemplo, a difusão das informações relacionadas ao tema junto a fornecedores e parceiros, à mídia (comunicação externa) e à sociedade como um todo.